Ok, não dá mais. Juro que tentei — mas não deveria — me aquietar num canto e parar de pensar tanto na MESMA COISA. O sentimento é maior do que eu, não consigo controlar. Meus amigos reclamam, não suportam mais me ouvir falando\escrevendo da MESMA COISA a um bom tempo. Desde a primeira vez que abri a geladeira pra não fazer porra nenhuma até as 7 vezes que joguei frecell, já se foram algumas horas em busca de uma distração a altura do que não sai da minha cabeça. Tomei a decisão que julgo ser a mais reconfortante: Expressar-me. Abri o bloco de notas, me deparo com uma imensidão de nada, tudo em branco, ou não, talvez isto aqui seja um espelho que reflete, ao invés dos convencionais, o meu interior. E de fato, observo o reflexo e só vejo um vazio sem fim. O cursor fica latejando e alertando pra que eu comece o texto, mas não sei oque escrever. Silêncio. Fico imóvel. Insistente o cursor continua a me alertar. Como sempre, a música estava presente, mas não liguei player algum. Estranho, ouço uma batida simples, que me soa familiar. É mais ou menos assim: Tun tun, tun tun. Comecei a ritmar com os pés. Até que enfim descobri a origem do som esquisito, era o Zé-que-bombeia-sangue. Pra minha infelicidade, ultimamente ele tem sofrido muito, e junto com o sangue ele trata de bombear saudades que percorrem minhas veias e chegam a todas as extremidades do meu corpo. Levei uma prosa a sós com o meu fiel e flagelado, velho amigo. Sem muitas palavras ditas, tão quão lágrimas derramadas, chegamos a um ponto de acordo: Vamos nos separar. Ele vai á praia descansar um pouco e pegar um bronze, enquanto eu fico com o resto do corpo agindo de forma racional, por aqui mesmo. É justo, não acho que ele mereça ser tão maltratado e desvalorizado, dessa forma. Compreenda, não tenho pena do Zé, afinal, ele foi feito pra aguentar o tranco, está viciado no que me atormenta e precisa disso para sobreviver, mas desta vez foram seqüências de emoções intensas e corrosivas que deram curto-circuito no pobre. Meu único medo é de que ele não seja capaz de se desintoxicar e volte com mais sede de sentimentos. Aguardo que o tempo traga as respostas, até lá ... Passar bem!
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
To indo.
To indo pra qualquer lugar.
To indo pra me renovar.
To indo mas já penso em voltar.
To indo pra provar que a saudade pode matar.
To indo cumprir a missão suicida, ficar longe de você.
To indo pra conseguir chorar, curar a ferida e poder sobreviver.
To indo e levando comigo a esperança de dias melhores.
To indo pra quem sabe, voltar a crer.
To indo mas não quero que chores.
To indo mas preciso te ter.
To indo com a mala cheia de decepções e alegrias.
To indo sem previsão de volta.
To indo pra recarregar as minhas energias.
To indo pra melhor refletir.
To indo pra de longe te sentir.
To indo mas não é o fim.
To indo pra finalmente decidir.
To indo pra encontrar respostas.
To indo pra dar sentido a toda essa fossa.
To indo pra planejar uma vida nova.
To indo pra calar quem diz que não é amor.
To indo pra nas areias, virar compositor.
To indo pra fortalecer meu sentimento.
To indo pra entender o que tenho aqui dentro.
É, eu to indo, mas logo estou vindo. Me espere!
sábado, 25 de dezembro de 2010
Meu espírito natalino é imprevisível.
Ceia de natal. Casa da vó, tudo, aparentemente, muito normal. Mas desta vez foi diferente, me sinto cada vez mais afastado da família, por motivos ideológicos e adversos. Todos jantando e escutando sertanejo universitário, enquanto isso, eu estava sozinho na mesa de dentro da casa, comendo. A comida estava ótima, a bebida também. Coloquei uma música no nootebook. De repente ... viajei, voei longe. Mastigava e meu pensamento se transportava pra outro plano. Foi algo súbito, que veio do nada. Tudo regado a Rap francês e Elis regina. Quando me dei conta, estava revivendo, mentalmente, todos os momentos importantes que ocorreram comigo neste ano. Recordando das pegadas que deixei. Lembrei de como planejei tudo ja no final do ano passado. Lembrei que metade do que eu planejei, deu errado. Lembrei que critiquei meu melhor amigo, e acabei fazendo a mesma coisa. Lembrei que quando eu tinha 12 anos, queria conversar com gente mais velha, ouvir conselhos, não sermões só por alguns anos de diferença, e agora, nesse ano, que minha irmã está nessa fase, dificilmente conversei sério com ela. Lembrei de como conheci uma garota, que não via o menor potencial, mas que, posteriormente, virou meu primeiro relacionamento de verdade, do qual me fez bater recordes históricos, de contradições. Lembrei de como eu poderia ter me esforçado mais em algumas coisas, e menos em outras. Lembrei das discussões com a minha mãe, e como elas foram inúteis, e prejudiciais a nós dois. Mesmo assim, não me arrependo de porra nenhuma. Fui pegar sorvete, quando voltei tava tocando música eletrônica ... pluft, acabou a bateria e esqueci o maldito carregador. Criei uma mensagem subliminar nesse blackout, provavelmente, era um aviso diabólico me dizendo: Essa merda de blog, não é diário.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Á espera do fim.
Em um dia mais obscuro que qualquer noite de lua cheia. Cercado de criaturas sujas e sem essência, já clamo pelo paraíso. Lobos uivam, abutres observam e aguardam por migalhas dos meus restos. Há lama e sangue por todos os lados. Os tiros não cessam a alvejar meus honrosos companheiros, mas eu ainda não deixei de habitar esse corpo, embora seja de minha extrema vontade. O meu fim está chegando e com ele a lucidez que noutros dias me faltava, neste momento sei da verdade. Neste campo de batalha não existem judeus ou católicos, negros ou brancos, ricos ou pobres, jovens ou velhos, somos apenas loucos. Animais inocentes que agem por extinto, controlados e direcionados a cumprir missões em prol dos interesses de gente que nem ao menos conhece pessoalmente. A realidade devora meu otimismo e faz questão de cuspi-lo na minha cara enquanto as moscas começam depositar larvas. Minha esperança sumiu em meio a cada devaneio presenciado. Inferno real a onde atos de insanidade e perversidade são glorificados e recompensados com caras medalhas de ouro que na verdade não pagam o preço necessário por uma consciência límpida. Posso sentir que a reação de meus familiares será hostil e em vão. Meu filho provavelmente irá se deixar levar pelo sentimento de vingança e se transformará em vulcão prestes a explodir a qualquer momento, não o culpo, o mesmo aconteceu comigo. O arrependimento se multiplica dentro de mim, tarde demais. Sim, já consigo pressentir o auge de minha vida medíocre recepcionando outras pobres almas e as acalmando. Nada abaixo da linha de cintura consigo mexer, a dor insistente me força a suplicar por uma morte rápida e digna, se é que há dignidade neste ambiente. Coração valente e teimoso que continua a bombear sangue numa tentativa desesperada de me reerguer. Se possível rastejaria por morfina, mas já não é mais necessário. Adeus.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
Medo de amar e solidificar o coração.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Desde o nosso inicio o mundo nos agride, mas não consegue me calar.
Uma série de obstáculos físicos, mas que não me impedem de te amar.
Nem tão perto e nem tão longe, mas fracamente isso não significa nada.
Aquela música ainda toca meu coração, mas agora deixa minha vida paralisada.
Tento executar algum movimento, mas estou em um tipo de coma induzido.
Eu juro que tentei me preparar, mas é impossível prever algo tão impulsivo.
Inocentemente me joguei de um abismo, mas não foi a melhor solução.
Burramente optei por lagrimas reprimir, mas o choro não é um dragão.
Olhando pro espelho me forço a sorrir, mas não existe valor algum se é falso.
Acredito seriamente ser um pesadelo, mas já acordei e ainda me sinto descalço.
Clamo por uma definição imediatamente, mas o telefone não toca pra me dar respostas.
Pensei que seria um problema passageiro, mas o relógio já deu várias voltas.
Sensação infinitamente infernal, mas você é meu anjo e pode combatê-la.
Dias e noites sem sentido algum, mas isso tudo mudará quando eu a vê-la.
Todos dizem que existem outras, mas estou numa tempestade de areia e não as vejo.
Não sou capaz de simplesmente te ignorar, mas aguardo sem paciência por um ensejo.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Como você pede desculpas?
Pra começo de prosa: - Vá a merda! Pois bem, introdução feita com exemplar educação, voltemos ao "X" de mais uma equação a ser solucionada pelo professor de "porranenhuma" Leonardo nurnberg — Exijo respeito, me chame de Léo. O mundo está entregue ao stress, e quem diria, desta vez até a Bahia foi afetada pela epidemia da falta de paciência. Já que comecei falando em equação, façamos uma conta para melhor entender meu raciocínio. Acalme-se, não precisa dar ALT+F4 e sair correndo, é apenas uma soma básica, anota ai: 1 pessoa estressada + 1 pessoa estressada = Briga. Agora tente calcular por 6 bilhões ... é, melhor não. Enfim, o cotidiano repetitivo e irritante multiplicou-se no mesmo ritmo que a população mundial, dividindo ainda mais as pessoas (até parece que ligo). Brigas e discussões? Confere. Então suponho que consequentemente o número de desculpas também cresceu, concorda? Claro que concordo — Minha bipolaridade é incoveniente mas útil e compreensiva. Porem, além das minhas duas personalidades, isso é do conhecimento de qualquer um. O que realmente chama a atenção são as várias formas de se disfarçar o pedido de perdão, ou de fazê-lo semvergonhanacara. A intensidade e o modo de se pedir por uma segunda chance, é muito relativa. Existem casais que resolvem as desavenças numa bela e nada eficaz "transa da reconciliação" — Entenda minha critica, eu nunca fiz as pazes deste jeito, então trato de destilar minha amargura perante a felicidade alheia. Embora sexo seja uma alternativa bem atraente, ainda há dezenas de outras formas, exemplos: Um aperto de mão, um abraço apertado, uma jóia cara, um beijo, um scrap, um telefonema, um café quente logo pela manhã, depilação na área restrita, uma doação pela colheita feliz, secar a louça, ufa! Muita gente encontra dificuldade em escolher qual estilo adotar para clamar por misericórdia. Se a pessoa com quem você está de mal é muito complicada, reflita por um tempo para saber se vale a pena e se isso será encarado como rastejar por clemencia ou demonstração da falta de orgulho. Não sou capaz de me imaginar oferecendo bens materiais em troca de perdão, sou daqueles que prefere resolver tudo numa boa conversa. O pior de tudo é ouvir um: Não, não vou te desculpar. Ha coisas que não podem ser simplesmente perdoadas, mas, sinta-se superior você exerceu sua faceta de diplomata. O importante disso tudo é que você amadureça e previna discussões infantis. Pass ... Ops! Quase esqueci, se você leu o texto todo esperando por um pedido de desculpas referente ao xingamento gratuito que lhe fiz no inicio do post, tome novamente um: Vá a merda! Agora sim ... Passar bem!
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